Guardas uma varinha de condão
no brilho dos teus olhos.
Assim como eu faço da caneta
minha varinha mágica.
Mudo tudo que eu quiser
invento cenas, atos e ofícios.
Invento gente, coisa, bicho .
Invento tudo o que eu quiser.
Mudo tudo o que é irreal.
Mudo tudo o que é real
sem conseguir concretizar.
Mas meus olhos
quando fazem mágica
no fundo do sensível ser;
vê se cachoeiras,
e pra quem gosta, muito mar.
Vê-se arco íris,
e pra quem quer,
um por do sol ao acordar.
Vê-se muita alegria,
e pra quem te gostar,
vê-se você.
Que é a única coisa que você tem
pra nos mostrar.
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