Semeio neste campo
Fértil campo
Cheio de espaços
Onde meu plantar poesia
Gera fartas colheitas
De frases feitas, todas por mim
Todas pra mim
Todas pra nós!
Afinal o jardim
Que cultivamos
É pro nosso ego,
É pra ouvirmos os elogios
Dos muitos admiradores
Que nos reconhecem.
Plantamos também
Pois dentro de nós
A força das sementes
É imperiosamente mais forte
Do que nós mesmos;
Pois então eis
Mais uma flor.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
COMIGO
EM UM TEMPO
TEM TEMPO
QUE NÃO ME DOU
TEM TEMPO
QUE NÃO SOU
TEM TEMPO
QUE NEM SEI.
SEI QUE FLORESCE
SEI QUE FRUTIFICA
SEI QUE FORTALECE
SEI QUE JUSTIFICA
E FICA A DICA
SEI QUE AINDA VOU
SEI QUE AINDA SOU
SEI QUE AINDA
MUITA COISA MUDA
EM MIM, DE MIM,
PRA MIM E COMIGO.
TEM TEMPO
QUE NÃO ME DOU
TEM TEMPO
QUE NÃO SOU
TEM TEMPO
QUE NEM SEI.
SEI QUE FLORESCE
SEI QUE FRUTIFICA
SEI QUE FORTALECE
SEI QUE JUSTIFICA
E FICA A DICA
SEI QUE AINDA VOU
SEI QUE AINDA SOU
SEI QUE AINDA
MUITA COISA MUDA
EM MIM, DE MIM,
PRA MIM E COMIGO.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
04/07/88 NÚMERO 2
A trajetória de um olhar
Não faz curvas
É o menor caminho
Entre dois corações amantes.
Como seu corpo
Vai em direção do prazer
Em linha reta,
Como algo assim
Que você se deu de presente.
Um olhar que só
Os corpos podem se dar:
O olhar
Dos corações.
Não faz curvas
É o menor caminho
Entre dois corações amantes.
Como seu corpo
Vai em direção do prazer
Em linha reta,
Como algo assim
Que você se deu de presente.
Um olhar que só
Os corpos podem se dar:
O olhar
Dos corações.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
05/07/88 NÚMERO 1
Corre no fio
Da navalha da vida.
Corre perigo,
Corre, escorre,
Escorrega...
E se tivesse caído
Nas malhas da morte
Quem sabe pudesse
Ter sobressaido
De um sobressalto
De sobretudo no frio
Fino fio que me envolve
Nos teus olhos
Que me falam o que te olho
Sabendo que tudo que
Consegues ver em mim
Vem do meu amor
Vem do meu temor
De não poder te amar
Da navalha da vida.
Corre perigo,
Corre, escorre,
Escorrega...
E se tivesse caído
Nas malhas da morte
Quem sabe pudesse
Ter sobressaido
De um sobressalto
De sobretudo no frio
Fino fio que me envolve
Nos teus olhos
Que me falam o que te olho
Sabendo que tudo que
Consegues ver em mim
Vem do meu amor
Vem do meu temor
De não poder te amar
domingo, 14 de junho de 2015
04/07/88 NÚMERO 1
Guardas uma varinha de condão
no brilho dos teus olhos.
Assim como eu faço da caneta
minha varinha mágica.
Mudo tudo que eu quiser
invento cenas, atos e ofícios.
Invento gente, coisa, bicho .
Invento tudo o que eu quiser.
Mudo tudo o que é irreal.
Mudo tudo o que é real
sem conseguir concretizar.
Mas meus olhos
quando fazem mágica
no fundo do sensível ser;
vê se cachoeiras,
e pra quem gosta, muito mar.
Vê-se arco íris,
e pra quem quer,
um por do sol ao acordar.
Vê-se muita alegria,
e pra quem te gostar,
vê-se você.
Que é a única coisa que você tem
pra nos mostrar.
no brilho dos teus olhos.
Assim como eu faço da caneta
minha varinha mágica.
Mudo tudo que eu quiser
invento cenas, atos e ofícios.
Invento gente, coisa, bicho .
Invento tudo o que eu quiser.
Mudo tudo o que é irreal.
Mudo tudo o que é real
sem conseguir concretizar.
Mas meus olhos
quando fazem mágica
no fundo do sensível ser;
vê se cachoeiras,
e pra quem gosta, muito mar.
Vê-se arco íris,
e pra quem quer,
um por do sol ao acordar.
Vê-se muita alegria,
e pra quem te gostar,
vê-se você.
Que é a única coisa que você tem
pra nos mostrar.
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